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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Por que Morro Redondo?


Imagens de locais de nosso sítio na colônia São Domingos, Morro Redondo.

Ontem, quando viajávamos de volta à Pelotas, no fim da tarde, após um agradável final de semana no sítio, olhei para aquela bela paisagem de morros, diferente da que temos em Pelotas, cidade muito plana. Logo pensei: o nome dessa cidade, Morro Redondo, deve ser em homenagem a algum morro “redondinho” dessa região.
Hoje resolvi pesquisar sobre a origem desse nome.
Achei o seguinte:
“ O nome do Município de Morro Redondo tem sua origem em um morro situado na zona urbana da cidade cujo aspecto apresenta-se arredondado.”
No site da Prefeitura Municipal de Morro Redondo consta que o município possui aspectos predominantes das colonizações alemã e portuguesa, caracterizando uma arquitetura própria da região rural do sul do Estado.
As famílias de origem portuguesa habitavam , principalmente, a região hoje denominada, "Passo do Valdez", onde se estabeleceram os primeiros comércios do Município.
Morro Redondo ergueu-se a partir do loteamento de sesmarias pertencentes aos portugueses e, iniciou sua colonização, com a chegada de imigrantes alemães, maioria pomeranos, e alguns italianos.
O primeiro núcleo de colonizadores alemães, estabeleceu-se na atual colônia São Domingos, no ano de 1886, com o loteamento das terras pertencentes ao político José Domingos de Almeida. O fluxo de colonização alemã progrediu até 1892.
Morro Redondo era um dos 8 distritos da cidade de Pelotas, tendo se emancipado aos 12dias do mês de Maio de 1988.É um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, sua população estimada em 2007 era de 6.199 habitantes.
Nosso sítio, fica localizado na colônia São Domingos, há 4 Km da zona urbana de Morro Redondo, é um local alto e de belíssima paisagem.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A arte de fotografar (lembrando um amigo)

Um pouco da história da fotografia
heliografia de Niépce










Nicéphore Niépce 1795

Em 1793, junto com o seu irmão Claude, oficial da marinha francesa, Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari.
Aos 40 anos, Niépce se retirou do exército francês para dedicar-se a inventos técnicos, graças à fortuna que sua família havia realizado com a revolução. Nesta época, a litografia era muito popular na França, e como Niépce não tinha habilidade para o desenho, tentou obter através da câmera escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante várias horas na câmera escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico. Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens positivas que pudessem ser utilizadas como placa de impressão, determinou-se a realizar novas tentativas.

Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa de estanho com betume branco da Judéia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com uma solução de essência de alfazema. Em 1826, expondo uma dessas placas durante aproximadamente 8 horas na sua câmera escura fabricada pelo ótico parisiense Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na matéria a consideram como "a primeira fotografia permanente do mundo". Esse processo foi batizado por Niépce como Heliografia, gravura com a luz solar.




Primeira fotografia de Niépce em 1826, tirada da janela do sótão de sua casa de campo em Le Gras em Chalons-sur- Saône, na França.

A FOTOGRAFIA NO BRASIL

O francês de Nice, Antoine Hercules Romuald Florence, chegou ao Brasil em 1824. Entre 1825 e 1829, participou como 2o desenhista de uma expedição científica chefiada pelo Barão Georg Heirich von Langsdorff, cônsul geral da Rússia no Brasil.

Em 1830, diante da necessidade de uma oficina impressora, inventou seu próprio meio de impressão, a Polygraphie, como chamou. Seguindo a meta de um sistema de reprodução, pesquisou a possibilidade de se reproduzir pela luz do sol e descobriu um processo fotográfico que chamou de Photographie, em 1832, como descreveu em seus diários da época anos antes da Daguerre.Em 1833, Florence fotografou através da câmera escura com uma chapa de vidro e usou um papel sensibilizado para a impressão por contato.







Enfim, totalmente isolado e sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus, Niépce, Daguerre e Talbot, Florence obteve o resultado fotográfico.

A evolução da fotografia se evidenciou com a evolução das câmeras fotográficas, hoje todos podem ter uma câmera digital, seja um modelo simples, sofisticado ou até embutida num aparelho celular. Porém poucos são os fotógrafos, pois essa atividade é uma ARTE.
Como arte, exige a habilidade e talento do artista.

Recentemente, revirando "coisas de gavetas", encontrei um CD que continha fotografias digitais presenteadas pelo amigo e fotógrafo Celso Larrossa.

Lembraremos dele sempre com uma câmera, fotografando ao acaso, nos momentos mais comuns, geralmente não sabíamos que estávamos sendo fotografados, porisso, a naturalidade das expressões. Muito diferente das "caras de retrato", comum da maioria das fotos.
Aqui estão alguns rostos que encontrei no CD, meus e de meu marido. A montagem é minha.


Colagem com fotos de Celso Larrossa

Faz quase um ano ....saudades, nosso artista.

sábado, 24 de outubro de 2009

Minervina e Batuva Grelhados

Ponte sobre o rio Jaguarão, unindo as cidades de Jaguarão, Brasil, e Rio Branco (Uruguai).

Autor da foto: Fernando Damati

Recentemente estivemos em Jaguarão, fomos visitar a exposição do Garden Club daquela cidade.
Já fiz os comentários desse evento em postagem anterior.
É impossível visitar a fronteira sem atravessar para o lado dos "hermanos", Rio Branco, Uruguai.
Não vamos lá só para visitar os "Free Shop", onde há muitas tentações importadas, para os mais diferentes gostos, mas também para comprar os excelentes queijos, azeitonas, doces de leite e outros sabores uruguaios.
A carne dos nossos vizinhos é sempre um espetáculo, quando não se é vegetariano, é claro! Sempre tem uma boa "parrilla", com carnes de cortes especiais e "una buena cerveza" (Patrícia, Pilsen ou Zirletal) bem gelada.
Aqui no Rio Grande do Sul temos hábitos culinários muito próximo ao daquele pequeno e encantador país.
Em Pelotas, há vários anos contamos com alguns restaurantes semelhantes. Neles são servidos carnes, linguiças e vísceras grelhadas.
Um desses é o GRELHADOS BATUVA, um de meus favoritos.
É de propriedade de Alfredo Mello, sempre muito atencioso com os clientes, juntamente com sua esposa Cacaia. (foto do casal abaixo)

Recentemente o casal inaugurou em Rio Branco, no Uruguai, uma filial do GRELHADOS BATUVA, no mesmo estilo arquitetônico e cardápio do pelotense.
Estivemos conhecendo a nova casa há dois sábados, fomos muito bem recepcionados e atendidos.
O ambiente e a comida guardam a mesma qualidade já comentada, tendo ainda o "charme" da visão do rio Jaguarão, que separa os dois países.
Comentamos com a Cacaia da beleza do ambiente e da decoração. Ela contou-nos que também gosta, assim como nós, eu e meu marido, de pesquisar objetos interessantes em "bricks" de antiguidades. Mostrou-nos um porta retrato pendurado na parede e contou algo muito interessante sobre o mesmo.
Tratava-se de uma fotografia de mulher, onde atrás há escrito:
" Minervina Corrêa, Paris 1894".
Essa foto foi colocada ao acaso para enfeitar o restaurante, a Cacaia disse que nem sabia de quem se tratava, mas teve uma surpresa.
No dia da inauguração um sacerdote da localidade foi abençoar o novo empreendimento. Ao se deparar com a fotografia, o padre quis saber de quem se tratava. Então a Cacaia mostrou o verso da moldura onde havia o nome da personagem.

(foto de Minervina)

O Padre contou que se tratava de uma pessoa de lá, ela teria sido a construtura da hoje Igreja da Imaculada Nossa Senhora da Conceição, situada na cidade de Jaguarão. Quanta coincidência! De uma cesta de antiquário de Pelotas novamente àquela terra, ou próximo.
Adorei a história, até fui na igreja, algumas pessoas que lá trabalhavam, foram muito gentis, até ascenderam as lâmpadas do altar principal para que eu observasse melhor e permitiram que eu fotografasse. Achei tudo lindíssimo. Pena que sou uma "péssima fotógrafa".
Ao retornar à Pelotas tentei achar algo sobre a vida Minervina, mas não achei muita coisa.


UMA RECORDAÇÃO DE JAGUARÃO (autor: Vilmar José Silveira de Lima)

"Mas foi na outra igreja da Imaculada Conceição, com uma só torre, bem alta, que me aproximei mais da religião. Na época era uma capela particular de dona Minervina Carolina Corrêa, uma octogenária muito venerada na cidade e que assistia as missas numa cadeira própria instalada em lugar destacado do templo. Residia ao lado da igreja e seu nome também fora emprestado ao estádio de futebol, onde três clubes da primeira divisão de amadores do Rio Grande do Sul disputavam títulos, o Cruzeiro, o Jaguarão e o Navegantes."



Altar e Igreja da Imaculada Nossa Senhora da Conceição/Jaguarão)