quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Poeta, poetinha....





Vinícius de Moraes
Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, ou Vinicius de Moraes, (1913 - 1980) foi um diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Sempre adorei seus poemas e suas músicas. Boa parte de minha adolescência passei "arranhando no violão" suas composições. Comprava todos seus discos (LP), lia seus poemas e, alguns, arriscava recitá-los.
Nos anos 70 ele esteve em Pelotas, show no Theatro Guarany, Vinícius & Toquinho (grande violonista), assisti e lembro até hoje. A fumaça de seu cigarro no palco e de seu copo de uísque ao lado.
Em 1980, eu e meu marido estávamos no Rio de Janeiro, no Congresso Brasileiro para o Progresso da Ciência, quando anunciaram seu falecimento.




Hoje continuo comprando CDs regravados, principalmente as coletâneas.
A esse grande poeta dedico minha postagem de hoje.

Soneto de Fidelidade



(Vinícius de Moraes)


De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

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